5.9.11

Educação brasileira: “do jeito que o diabo gosta.”

educacao - Apocalipse Em Tempo RealO pouco investimento na área da educação não é um problema recente no Brasil. As críticas e as polêmicas levantadas pela situação de descaso com o setor atravessam décadas. Apesar de a Constituição Brasileira determinar que a União aplique no mínimo, 18% da arrecadação de impostos na educação, não precisa ser um especialista na área para perceber que a realidade está bem longe desse percentual estipulado. Esta situação mostra que grande parte das pessoas ainda está bem distante do direito constitucional que proclama: “Educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seus preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

Os estudos estatísticos sobre o investimento no setor mostram a importância concedida à educação por aqui, em comparação aos países mais desenvolvidos: segundo relatório de 2010 da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o valor investido em cada estudante do ensino básico, no nosso País, é menor cerca de 70% em relação ao mesmo em países desenvolvidos. Da forma atual, por este parâmetro de percentual de investimento por aluno, o Brasil fica, lamentavelmente, atrás de países como Bolívia e Equador.

O relatório da UNESCO sobre Educação mostra também que os índices de repetência e abandono da escola no Brasil aparecem entre os mais altos dos países da América Latina, em sentido contrário do desenvolvimento econômico, que tem crescido ano a ano. Não são poucos os especialistas desta área que concordam que o Estado brasileiro colocou, há muito tempo, o acesso à educação como um direito universal, investiu nessa teoria através do crescimento das estruturas – como número de escolas, número de professores, etc. No entanto, nas últimas décadas, não investiu quase nada na qualidade como melhoria nos métodos de ensino e maior investimento na preparação dos professores, bem como melhoria dos salários destes.

Finalizando, o que a educação brasileira precisa, realmente, é de defensores e debatedores para sua melhoria em todos os segmentos da sociedade, incluindo aí a mídia, que poderia se preocupar menos com os casos corriqueiros que acontecem nas unidades escolares e mais com temas considerados relevantes e acadêmicos e que ajudem a educação a se tornar realmente uma prioridade nacional. Ou seja, precisamos de uma revolução no ensino.

Resumo da educação no Brasil (Prof.ª Amanda Gurgel)

1 comentários:

Anônimo disse...

os indices de repetencia no Brasil são falso pois na maioria das escolas da rede publica de ensino do Rio, Minas e São Paulo os professores não podem mais reprovar seus estudantes desde 2006.

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