2.6.11

As crianças e o marketing de consumo

consumo - Apocalipse Em Tempo RealCrianças gostam de brinquedos e doces. A televisão, diante da qual os pequenos passam parte do dia, não para de induzi-los a querer cada vez mais brinquedos e doces. Isso traz um dilema para os pais. Fazer seu papel de mentor e protetor e negar boa parte daquelas demandas sugeridas? Ou incorporar a função de provedor e todo-carinhoso e dar tudo aquilo que a cria pedir?

Pais têm que tomar decisões o tempo todo. É traço característico das dores e das delícias de tão nobre função. Mas eles não precisam de mais obstáculos. A propaganda, quando bem-feita, nos desperta desejos que nem suspeitávamos ter ou, pior, que nunca teríamos, não fosse aquele intervalo comercial.

Aproveitando-se da crescente influência das crianças sobre as decisões de consumo das famílias, muitas agências de publicidade focam o público infantil como principal alvo de suas campanhas, causando uma incômoda situação de coação moral sobre os pais, que se veem pressionados a comprar produtos considerados desnecessários. Mais crítico ainda é o caso das propagandas de alimentos com alto teor de açúcar e gordura, que inegavelmente contribuem para a elevação dos índices de obesidade precoce no Brasil.

Por tudo isso, é imprescindível restringir a propaganda para crianças tanto na TV aberta quanto na por assinatura, proibindo a veiculação desses anúncios entre 7h e 22h. Medidas semelhantes já foram tomadas na Suécia, Áustria, Portugal e Bélgica. Que fique claro: não se trata de restringir o livre comércio numa sociedade democrática e capitalista. É ensinar a publicidade a brincar com alguém do seu tamanho.

Marcelo Matos: Deputado Federal – PDT/RJ

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