11.5.11

MAÇONARIA – DO OUTRO LADO DA LUZ – PARTE 3

É POSSÍVEL QUE A MAÇONARIA SEJA UMA RELIGIÃO?

maconaria - ApocalipseEmTempoRealNo decorrer dos anos, a maçonaria tentou cuidadosamente criar a imagem pública de que não é uma religião e que, contudo, é a "religião civil" dos Estados Unidos. As instituições maçônicas obtêm acesso onde a nenhuma denominação religiosa é permitido, realizando coisas que, vindas de qualquer outra, seriam consideradas violação da separação entre igreja e estado. Os maçons são as pedras fundamentais de alicerce dos edifícios públicos. Permite-se que façam apresentações em escolas públicas do que eles consideram virtudes maravilhosas.

Por outro lado, a maçonaria promove a si mesma como uma organização religiosa, uma sociedade que "aprimora homens piedosos". A maçonaria professa ser religiosa sem ser uma religião. Essa posição pode ser encontrada em várias de suas literaturas públicas. A franco-maçonaria tem razões muito boas para apresentar-se como uma sociedade beneficente. De outra forma, iria distanciar-se de algumas das religiões mais populosas do mundo, assim como do povo desinteressado, que não vai à igreja porque não tem tempo para nada religioso. Com toda franqueza, devemos perguntar-nos se as alegações da maçonaria são fidedignas. Se a maçonaria for uma religião, o que a Bíblia tem a dizer a seu respeito?

O QUE É RELIGIÃO

Se a loja fosse só um "clube", seria inofensiva. Entretanto, por todos os padrões imparciais e pelas palavras dos seus próprios eruditos, é uma religião. O Aurélio assim define "religião":

1. Crença na existência de uma força ou forças sobrenaturais, considerada(s) como criadora(s) do Universo, e que como tal deve(m) ser adorada(s) e obedecida(s). 2. A manifestação de tal crença por meio de doutrina e ritual próprios, que envolvem, em geral, preceitos éticos [etc.].

Será que a maçonaria crê num ser divino? A resposta é um enfático SIM! Um dos padrões para a admissão na maçonaria é a crença num ser supremo. Isso consta no Ritual Monitor.1

No primeiro grau (aprendiz), o candidato mal acaba de entrar pela porta da Loja para ser iniciado e é sumariamente desafiado com a questão: "Em quem depositais a vossa confiança?" Sua resposta deve ser: "Em Deus." De outra forma não lhe é permitido continuar com o ritual de iniciação. Como oficial de uma Loja operante fui instruído assim, e estava preparado para remover o candidato do aposento da Loja se necessário.

Visto que a maçonaria requer a crença num ser supremo tem, portanto, a primeira marca distintiva de uma religião.

Henry Wilson Coil, autoridade maçônica tida em elevada consideração, escreveu:

A franco-maçonaria certamente requer a crença na existência de... um Ser Supremo, perante quem ela é responsável. O que pode uma igreja acrescentar, exceto ao reunir numa fraternidade os que têm sentimentos semelhantes? Isso é exatamente o que a Loja faz.2

HÁ UM RITUAL MAÇÔNICO?

Será que a maçonaria exprime essa crença na doutrina ou no ritual? A resposta a essa questão é Sim. A maçonaria é altamente ritualizada, muito mais que a maioria das igrejas cristãs. As cerimônias da Loja estão repletas de orações, ritos funerais e iniciações.

Um oficial da Loja tem que memorizar literalmente horas de "trabalho" ritual (linhas de recitação), que devem ser repetidas com absoluta perfeição em toda reunião da Loja. Tão importante é o palavreado preciso, o trabalho com os pés e a encenação, que são providas "Escolas de Instrução", que os oficiais são encorajados a freqüentar. Peritos em ritual maçônico da Grande Loja observam os grupos em ação ritual e os criticam por infrações menores, quer no palavreado ou nos gestos.

Freqüentei tais escolas, e posso garantir que a disciplina é severa. Maçons conduzem funerais, abrem e fecham cada evento com oração e celebram ritos iniciáticos de passagem para graus mais elevados.

Coil, autor maçônico, faz uma observação importante:

A franco-maçonaria tem um serviço religioso para entregar o corpo de um irmão falecido ao pó de onde veio e para apressar o retorno do espírito livre de volta à Grande Fonte de Luz. Muitos franco-maçons fazem esse vôo sem nenhuma outra garantia de uma aterrissagem segura, exceto sua crença na religião da franco-maçonaria. Se essa for uma esperança enganosa, a fraternidade deve abandonar os serviços funerais e devotar sua atenção à atividades onde esteja segura de sua autoridade e em sua área. Talvez o máximo que possamos dizer é que a franco-maçonaria não tem geralmente sido considerada uma seita ou denominação, apesar de que pode tornar-se, caso suas práticas religiosas, credos, doutrinas e dogma forem tão ampliados no futuro como foram no passado."3

Isso certamente se enquadra na segunda marca distintiva de uma religião.

TÊM OS MAÇONS UM CÓDIGO DE ÉTICA?

Será que a maçonaria tem um sistema de crença, conduta ou filosofia? É óbvio, conforme evidenciam os ritos, a caridade da fraternidade e os volumes de literatura. Normas solenes de comportamento são requeridas de todo maçom, especialmente do que atingiu o Terceiro Grau, o de Mestre Maçom. Os maçons juram esperar uma morte sob tortura às mãos dos seus irmãos maçons como resultado imediato de violar qualquer das suas regras. Além da crença em um deus, o sistema de crenças maçônico também inclui:

1) A imortalidade da alma.

2) O julgamento dos maçons pelas obras que produziram.

3) A crença de que a caridade e a beneficência devem estender-se a todos, especialmente aos irmãos maçons e a suas famílias, viúvas e órfãos.

Têm os maçons um código de ética? A resposta é afirmativa. Acima de tudo mais, os maçons devem manter invioláveis os segredos dos seus irmãos maçons. Essa discrição lhes é ordenada da forma mais severa, e os juramentos de cada grau tem todos os mínimos detalhes sobre o que pode e o que não pode ser feito por um maçom de um dado grau. Por exemplo, um Mestre Maçom não pode ter "relação sexual ilícita" com a esposa, irmã, mãe ou filha de um irmão Mestre Maçom. Ele não deve trapacear, agir de modo injusto ou defraudar um maçom. Nunca deve golpear com ira um maçom, exceto em legítima defesa da família ou da propriedade.

Sua vida deve exemplificar as virtudes maçônicas da "irmandade, moralidade e amor fraterno."5 Isso evidentemente é um código de ética altamente desenvolvido, embora um tanto seletivo. É óbvio que a franco-maçonaria tem todas as características distintivas de uma religião, de acordo com o dicionário!

Qual é, então, nossa resposta ao anúncio da maçonaria de que ela não é uma religião? Antes de negá-lo como mero item promocional de suas relações públicas, vejamos o que realmente se diz "em casa." Visto que a Loja é uma sociedade secreta, pode ser instrutivo observar o que líderes maçônicos escreveram só para maçons, e não para profanos ou "goteiras"6 (não-maçons) lerem.

Caso isso soe um tanto paranóico, nosso ministério tem várias cópias do livro Morals and Dogma, (em inglês) de Albert Pike, com a seguinte impressão no frontispício: LIVRO ESOTÉRICO, PARA USO EXCLUSIVO DO RITO ESCOCÊS; DEVE SER DEVOLVIDO EM CASO DE AFASTAMENTO OU MORTE DA PESSOA QUE O RECEBEU.

QUE DIZEM AS FONTES FIDEDIGNAS?

Algumas das autoridades maçônicas tidas em mais alta estima compartilham seus pontos de vista sobre a questão de se a maçonaria é uma religião. Leia as palavras de Albert Pike, 33° grau, chamado o "Platão da franco-maçonaria."7 Ele foi o antigo "Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho dos Grandes Soberanos Inspetores Gerais do Grau Trinta e Três":

Toda loja maçônica é um templo religioso e seus ensinos são instruções religiosas.8

É a religião universal, eterna, imutável.9

A maçonaria não propaga nenhum credo, exceto o seu próprio, mais simples e sublime: aquela religião universal ensinada pela natureza e pela razão.10

Aquele rito chega na beira do véu... pois lá declara-se que a maçonaria é uma forma de adoração.11

Provavelmente o principal historiador e erudito da franco-maçonaria nos tempos modernos foi Albert Mackey, 33° grau. Ele declarou: "A religião da franco-maçonaria não é cristianismo."12

Essas autoridades maçônicas, cada uma delas tida em elevadíssima consideração por metade das Grandes Lojas na América,13 concordam que a maçonaria é uma religião, e não é cristianismo. O dicionário e as palavras das suas próprias autoridades e eruditos assim o declaram.

Em adição à observação de Mackey de que a maçonaria não é cristianismo, podemos fazer mais do que apenas aceitar a sua palavra. Nos próximos capítulos veremos se a religião da franco-maçonaria é de algum modo compatível, ou oposta, ao verdadeiro cristianismo baseado na Bíblia.

Artigo relacionado: MAÇONARIA – DO OUTRO LADO DA LUZ – PARTE 2

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2 comentários:

Abelmon disse...

Interessantes observações. Nem precisou ir longe para notar isto... Este texto é de vocês ou retirado de algum livro?

Maxwell Palheta disse...

Abelmon - sim, o livro chama-se MAÇONARIA - DO OUTRO LADO DA LUZ - William schnoebelen

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