5.5.11

MAÇONARIA – DO OUTRO LADO DA LUZ – PARTE 1

PREFÁCIO

maconaria - ApocalipseEmTempoRealESTE livro é produto de um esforço imenso, e eu gostaria de agradecer às muitas pessoas que oraram pela sua conclusão.

O Enganador não gosta dos livros escritos a respeito deste assunto difícil e controvertido, e a batalha espiritual tem sido intensa.

Reconheço humildemente o apoio das orações de pessoas (numerosas demais para mencionar) por detrás deste livro, e oro para que ele traga glória e honra ao nome do meu "Venerável Mestre", Jesus Cristo.

Algumas pessoas extraordinárias foram indispensáveis para a confecção do livro. Gostaria de agradecer especialmente a minha esposa, Sharon, pelo apoio amoroso e paciência com seu "marido escritor", bem como pelos seus vislumbres perspicazes e pelo imenso auxílio na datilografia e na organização. Gostaria de agradecer a Ed Decker, que tanto foi uma fonte importante de inspiração quanto um crítico e editor prestativo durante os estágios formativos deste projeto.

Também preciso mencionar os vislumbres úteis, a sabedoria e a assistência na pesquisa da parte de Mick Oxley, Aron Rush e Jim Zilonka.

O propósito deste livro é falar "a verdade em amor" (Efésios 4:15), para que muitos sejam trazidos das trevas para a luz!

William J. Schnoebelen

O Espírito me levantou entre a terra e o céu e me levou a Jerusalém em visões de Deus, até a entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o norte, onde estava colocada a imagem dos ciúmes, que provoca o ciúme de Deus.

Eis que a glória do Deus de Israel estava ali, como a glória que eu vira no vale. Ele me disse: Filho do homem, levanta agora os olhos para o norte. Levantei os olhos para lá, e eis que da banda do norte, à porta do altar estava esta imagem dos ciúmes, à entrada. Disse-me ainda: Filho do homem, vês o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário? Pois verás ainda maiores abominações.

Ezequiel 8:3-6

INTRODUÇÃO

O CORDEIRO OU A PELICA?

O sol quente do meio-dia batia forte quando eu desci do meu carro. Apesar de ser um dia ensolarado de verão em Iowa, a luz que raiava no meu coração era mais brilhante ainda! Enquanto eu atravessava a rua, dirigindo-me à loja maçônica da minha cidade, havia uma alegria em meus passos que ninguém, exceto Jesus, poderia trazer!

Deus estava no Céu e tudo parecia certo no mundo. Eu havia entregado a minha vida a Jesus fazia apenas poucos dias, e sentia uma nova leveza interior, que era estimulante e gerava forças. Sentia-me quase como se andasse alguns centímetros acima do asfalto quente e trêmulo.

Entrar na comparativa escuridão do templo maçônico trouxe algum alívio do calor. A grande estrutura de pedra proveu um amparo contra o sol. Estava no templo porque havia sido convidado para um almoço. Essa não era a minha Loja, pois eu tinha sido franco-maçom na vizinhança de Wisconsin e havia mudado para o Iowa apenas poucos meses antes.

As jurisdições maçônicas estão dispostas de tal forma que cada estado nos Estados Unidos tem sua própria Grande Loja, e cada uma é autônoma. Apesar de que a Grande Loja de Iowa reconheceu a minha Grande Loja em Wisconsin como legítima, tive de fazer alguns arranjos para unir-me a esta Loja na nova comunidade. Até então, eu era apenas um convidado.

Tinha ido num fim de tarde a uma das reuniões regulares da Loja, e fui desafiado pelos oficiais locais quanto ao meu conhecimento do "trabalho ritual" e sobre a minha posse do cartão atualizado. Como as duas coisas estavam em ordem, foi-me permitido adentrar no ritual, e posteriormente fui convidado para este almoço, que era uma oportunidade de confraternização. Aceitei alegremente, sentindo que seria uma boa oportunidade para conhecer o pessoal.

Todavia, entre a reunião e o almoço, fiz uma transição extraordinária entre um reino e outro. Deus havia entrado na minha vida de uma maneira miraculosa. Através de uma série notável de eventos, dobrara os joelhos ao lado da minha cama, segurando um folheto amarrotado da Chick em meus dedos trêmulos. Aquele folheto declarava que tudo o que eu precisava fazer para ser aceitável à vista de Jesus era pedir-lhe para perdoar meus pecados e para ser meu Senhor e Salvador.

Depois de passar a vida em "altos" e "baixos" metafísicos variados, eu quase me recusava a fazer isso. Tendo gastado quase toda a minha vida de trinta e quatro anos pulando de galho em galho religioso, buscando o que eu pensava que era Deus, isso me parecia simples e rápido demais. Mesmo ajoelhado, perguntei-me pela centésima vez: Será que pode ser tão simples? Um sussurro atravessou meu coração, dizendo "Sim".

Decidindo finalmente aceitar o que a Bíblia e Deus realmente diziam, rendi-me aos pés de Jesus. Nunca soubera o quanto eu era vazio até que Jesus me preencheu com o seu Espírito Santo! Era o novo modelo "Nascido de Novo" do Bill Schnoebelen, infinitamente melhorado, que entrou neste templo maçônico.

Enquanto descia as escadas, do templo para o refeitório, estava cheio de expectativa. Empolgava-me a idéia de fazer alguns novos amigos nesta cidade e, portanto, não estava preparado para o que ocorreria em seguida.

No momento em que sentei junto à longa mesa ricamente posta com alimentos e porcelanas, senti um banho de água fria naquela alegria que tão recentemente iluminara a minha alma. Olhei para as mesas, procurando algo que indicasse a origem do que eu estava experimentando. Será que alguém mais sentia aquilo? Cerca de cem homens estavam sentados à minha volta, num convívio fraternal! Pelos apertos de mãos e pelas histórias contadas em meio ao barulho da prataria e dos risos, não parecia que meus "irmãos" tinham sido atingidos.

Quando se deu graças, meu espírito pareceu ficar ainda mais entristecido. No final da oração invencivelmente não sectária, todos respondemos na forma tradicional com "Assim seja!" As palavras tinham gosto de absinto em minha língua!

Não acredito que tenha tocado em nenhum alimento naquela hora. Meu estômago parecia tão pesado quanto a minha alma. Eu não conseguia apagar a profunda inquietude que sentia. Nunca havia experimentado nada semelhante a isso antes em um encontro fraternal. O companheiro à minha direita, que poucos anos atrás era meu superior, tentou engajar-me na conversa. Tentei interessar-me quando ele falou, depois que descobriu que eu era um templário, sobre um certo clube especial templário ao qual ele pertenceu. Todavia, meu coração não estava envolvido na conversa.

Na hora em que comecei a comer a sobremesa com indiferença, havia pouca dúvida sobre o que estava me incomodando. Semelhantemente ao que o pessoal do Centro-Oeste americano chama de "calor do trovão", o Espírito Santo estava acendendo-me uma mensagem no horizonte da minha consciência, em meio à comunhão fraternal: FUJA DESTE LUGAR, MEU FILHO!

Eu estava perplexo pelo que sentia, e continuei olhando em volta para ver se algum dos outros homens estava exibindo sinais de inquietação. Contudo, a jovialidade estava em quarta marcha! Pela primeira vez em cerca de nove anos na Maçonaria, senti-me como um micróbio invasor sendo atacado por anticorpos! Essa sensação, apesar de perturbadora, envolvia uma apreensão mais profunda e mais familiar – CULPA! Sem nenhuma razão aparente, sentia-me culpado por estar onde estava!

Só gradualmente fui capaz de isolar finalmente essa culpa. Sentia do mesmo jeito que, quando ainda criança, minha mãe me pegava fazendo alguma travessura – com uma reprovação gentil, paciente, porém inconfundível ! FUJA DESTE LUGAR, MEU FILHO!

Finalmente, não pude mais suportar. Na primeira hora, desculpei-me e saí do almoço. Ao sair novamente para a tarde limpa e luminosa, senti-me inexplicavelmente como se estivesse emergindo de uma tumba fria, úmida. Cruzei a rua tão rápido quanto pude e parei ao lado do carro, tentando sacudir aquela sensação pegajosa que me envolvia como uma mortalha. Olhei para trás e avistei o enorme templo, sentindo-me inesperadamente como a mulher de Ló no livro de Gênesis.

Talvez tenha sido a imaginação extenuada, mas quando olhei o edifício branco diante de mim, tremeluzindo na luz agradável do sol, ele pareceu ajustar-se ligeiramente na terra. Era como se eu visse uma tampa sendo girada para fechar algum tipo de pote. Quase podia ouvir as piadas e gargalhadas dos homens ficando fraquinhas e soando como que dentro de um vidro de conservas, ao perceberem que a armadilha estava se travando.

Foi como se eu tivesse escapado só com a minha pele. Tremendo, apesar do sol quente, subi no carro e agradeci a Deus audível e sinceramente por preservar-me do que quer que estivesse acontecendo. Ainda estava espiritualmente "gelado" quando cheguei em casa.

Este foi um tempo de grande busca espiritual para mim. Fui salvo por Jesus enquanto membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD) – os mórmons. Ainda era bem novo no Reino de Deus, e perguntava-me se deveria continuar mórmon. Isso me levou a um estudo bíblico intenso, que foi possível porque eu não tinha um emprego de tempo integral na época.

Perguntava desesperadamente para Deus se poderia ou não permanecer na igreja mórmon e ainda ser fiel a este novo relacionamento maravilhoso com Jesus Cristo. Perturbou-me profundamente o fato de que não fiquei tão atribulado espiritualmente por assistir as reuniões da igreja dos SUD quanto com a minha visita ao templo maçônico local. Nem mesmo havia considerado a maçonaria na minha "equação" religiosa, visto que eu fora repetidamente ensinado pelos meus irmãos da Loja lá de Wisconsin que a maçonaria não é uma religião. Sendo uma alma confiante, acreditei neles.

Entretanto, os estudos bíblicos e as palestras com meus líderes mórmons estavam me convencendo que a confiança precisa ser temperada tanto com conhecimento bíblico quanto com discernimento. Percebi nestes líderes SUD uma inquietação com as minhas questões escriturísticas, para não dizer um certo espírito enganoso – pelo menos sentia-os sapatear delicadamente em torno das questões, em vez de tratar delas. Estava vendo que meus líderes não estavam sendo francos comigo, e assim meu ceticismo vazou para a minha atitude em relação ao que tinham me dito sobre a Loja.

Finalmente comecei a encontrar coisas na Bíblia que desnudaram o pecado da Loja Maçônica. O precioso Espírito Santo estava iluminando a minha mente conforme eu orava, jejuava e buscava a Sua orientação. Versículos da Escritura que já tinha lido muitas vezes subitamente iluminaram-se como fogos de artifício numa noite escura.

Comecei a ver porque estava tão atribulado no almoço da Loja. Continuei a descobrir versículos claros que denunciaram muitas das práticas nos rituais da Loja. Ao convencer-me do pecado da franco-maçonaria, perguntei a mim mesmo o que deveria fazer, além da decisão óbvia de nunca mais voltar ao templo maçônico.

A ajuda veio de uma fonte inesperada. Como mórmon, tinha ouvido falar de um livro que era supostamente um ataque iníquo a nossa igreja da parte de um mórmon expulso por adultério. Finalmente reuni coragem para comprar o livro, chamado Os Fabricantes de Deuses. O livro serviu para convencer-me de que minhas reservas sobre o mormonismo eram procedentes, e que este era de fato uma seita não-cristã.

Conforme o tempo passou, descobri que as acusações feitas pelos líderes da igreja sobre os autores, Ed Decker e Dave Hunt – especialmente sobre Decker, o ex-mórmon do par, eram absolutamente mentirosas, feitas para invalidar e destruir o seu testemunho cristão. O fato de que os líderes da igreja mórmon evidentemente espalhariam boatos sem pestanejar não melhorou meu conceito sobre eles.

Surpreendentemente o livro também fez várias das pedras da loja caírem junto. Nos capítulos sobre o templo mórmon, os autores brilhantemente traçaram paralelos entre os ritos do templo e os da franco-maçonaria. Ainda mais importante ainda para mim, apresentou as raízes ocultas e luciferinas da maçonaria de tal forma que reconheci que até mesmo a maçonaria americana precipitou-se no caldeirão do inferno e da perdição. Pensava que só as variedades européias eram ocultas de verdade.

Desta forma Os Fabricantes de Deuses mataram dois coelhos com a mesma cajadada, convencendo-me tanto da falsidade da seita mórmon quanto do perigo da maçonaria. O livro proveu um ponto de partida para começar uma pesquisa séria dos perigos da Loja. Minha própria bagagem no ocultismo, feitiçaria e até satanismo, antes de unir-me à igreja mórmon, proveu-me um conhecimento abrangente da maçonaria oculta e esotérica (secreta, de alto nível) e da magia cerimonial.

Adicionalmente, estive envolvido com a maçonaria por cerca de nove anos e passei tanto pelo Rito Escocês quanto pelo de York, pelo Santuário Místico e pela Ordem da Estrela do Oriente. Tive postos em meia dúzia de corpos maçônicos, incluindo o de Vigilante Júnior da minha Loja Azul, a Kilbourne n° 3 de Milwaukee, Wisconsin, e Patrono Associado da Estrela do Oriente. Cada um destes títulos é obtido através de envolvimento zeloso, esforço de memória e estudo. Fui um maçom fanático.

Agora, pela ajuda e graça de Deus, fui instrumentalizado biblicamente para avaliar todas as experiências e o conhecimento que Ele me permitiu acumular durante dezesseis anos na bruxaria e nove na maçonaria. Este livro, acompanhado de muitas súplicas, é o resultado da minha avaliação. Ele sondará as raízes profundas onde a maçonaria penetrou no ocultismo e na bruxaria e como, na verdade, ela pode não passar de uma religião rival do cristianismo bíblico, a despeito do protesto dos seus líderes.

Sem perceber isso, os maçons cristãos passaram a confiar mais na "pelica" dos seus aventais brancos do que no Cordeiro de Deus, morto desde a fundação do mundo (Apocalipse 13:8). Perderam sua percepção bíblica do fato de que, ao adorarem no altar da Loja diante do seu "Venerável Mestre", tentam, de fato, servir a dois mestres: seu verdadeiro Mestre, Jesus Cristo, e o "Mestre" maçônico, que nada mais é do que um pecador falível como eles mesmos. Jesus avisou:

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro." (Lucas 16:13).

Este é o triste dilema no qual se encontram os cristãos maçons, ao tentar continuamente escolher suas prioridades. Quase invariavelmente, Jesus é negligenciado – pois o deus da franco-maçonaria é um amo possessivo, enquanto nosso Senhor é gentil e paciente conosco.

Mas a Sua paciência tem limites. É evidente que estamos atingindo um ponto de crise no cristianismo ocidental. Conforme o mundo vai ficando mais tenebroso e mais terrível pelo pecado e pela falta de esperança, a maioria das denominações abandonou a fonte de água da vida e escavou cisternas que logo tornaram-se rotas e cheias com a sujeira da sabedoria deste mundo (Jeremias 2:13).

Em grande parte, a heresia da franco-maçonaria tornou-se a heresia do cristianismo americano. Os fracos landmarks (literalmente "marcos na terra"; fundamentos da maçonaria) não serão capazes de permanecer em pé quando os fortes ventos do juízo começarem a soprar pela terra. Deus não fechará seus olhos com esse fogo estranho sendo oferecido sobre o Seu altar sagrado (Levítico 10:1-3)! Aqueles homens cristãos que cingiram seus lombos com a pelica da maçonaria subitamente descobrirão que estão terrivelmente nus diante do julgamento do Deus verdadeiro.

O apelo deste livro é o de alguém que estava nas trevas, mas foi trazido à luz do mundo! É um apelo a todo maçom que professa ser um seguidor de Jesus Cristo. É o mesmo apelo feito pelo apóstolo Paulo há muitos séculos atrás:

"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separar-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso" (II Coríntios 6:14-18).

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